13.1.16

Helena Stein















Hey Mentes, hoje uma entrevista com um de nossos autores parceiros, a autora da vez é Helena Stein, autora dos romances, Borboleta, Um refúgio no Paraíso e Doce & Sombrio, todos os livros vão ser lançados esse ano, você pode encontrar as prévias dos romances no wattpad, vamos colocar o link no final do post.
Helena tem um conto, incrível na Amazon, chamado Diga-me Adeus, então entrem na Amazon e garanta já o seu. 


Duas Mentes Literárias: Fale-nos um pouco sobre você.
Helena Stein: Paulistana, 26 anos, viciada em café, Netflix, filmes de terror e nos meus dois cachorros que passam mais tempo dormindo na minha cama do que eu. Sou uma pessoa bastante tranquila, caseira; principalmente se for para ficar quietinha no meu quarto, ouvindo música, escrevendo ou lendo. Tenho um fraco por personagens militares e que sejam super protetores, e adoro mocinhas bad ass. Meu tipo favorito de romance, são aqueles que levam o leitor a acreditar no amor verdadeiro, alma gêmea, mesmo que tenha uma trama pesada e dark como plano de fundo. 

Duas Mentes Literárias: Como você descobriu que queria ser escritora? Foi a pequena Helena de 14 anos, escrevendo fanfiction sobre Harry Potter, que resolveu aparecer e dizer que você realmente tem talento?
Helena Stein: Escrever fanfics foi um hobbie. Eu era tão apaixonada por Harry Potter que minha imaginação criava cenas para o mundo da J.K Rowling, e então, acabei criando minhas próprias tramas envolta desse universo, e as coisas simplesmente foram acontecendo. Naquela época, jamais foi uma pretensão minha ser uma escritora. Era realmente uma brincadeira, e me fazia feliz. Nunca vi talento nas minhas tramas românticas, ou qualquer sinal que me levasse a crer que um dia sonharia em levar a escrita para um patamar profissional.  

Duas Mentes Literárias: Como surgiu a ideia para Um refúgio no Paraíso? Fale um pouco sobre o livro.
Helena Stein: Larguei o mundo das fanfics antes mesmo de me formar no colegial, então veio o vestibular – que foram anos, porque eu estava prestando para medicina -, mas acabei optando, no final, por Psicologia. Eu estava no segundo ano do curso quando minha avó teve dois AVC’s em menos de uma semana, e ela acabou ficando internada um pouco mais de dois meses. O hospital ficava ao lado da minha faculdade, então eu passava o dia com ela para que a minha mãe pudesse ir trabalhar, e a noite voltava para casa, sendo que eu ficava algumas noites também para que a minha mãe pudesse dormir melhor. Por intermináveis semanas, vivi praticamente a base de ritalina e café. Foi uma época bem complicada, e foi nessa época que conheci a depressão.
Eu estava, emocionalmente, no fundo do poço; sentada no quarto do hospital, de madrugada, olhando pela janela e vendo as luzes de São Paulo e pensando como a vida podia ser uma merda e para onde toda aquela situação ia me levar se não desse um jeito de me reerguer. Então, tirei o notebook da minha mochila, coloquei em cima da mesa e comecei a escrever a cena de uma moça escondida atrás da árvore, vendo o próprio funeral (eu disse que estava depressiva). Assim, do nada. Passei a noite escrevendo o primeiro manuscrito de Refúgio enquanto minha avó dormia, e mais para frente, eu iria começar a ser desenvolvido melhor, abordando a máfia italiana e o tráfico humano.
Quando digo que voltar escrever salvou a minha vida, algumas pessoas podem até pensar que estou exagerando. Mas, não estou. Escrever Refúgio, me fez sair do fundo do poço e recuperar a sanidade. E ainda por ser um romance de estreia com uma abordagem tão forte, não deixa de ser um romance absolutamente intenso entre os protagonistas.

Dri. KK
Duas Mentes Literárias: Fale-nos sobre Borboleta, que é o conto que antecede Um refugio no Paraiso. Suas leitoras estão curiosas para ter um livro pelo ponto de vista do Marco, mas do que da Kate?
Helena Stein: Borboleta era para ter cinco capítulos e seria um conto-presente para as minhas leitoras no wattpad que pediam para saber mais sobre o passado dos dois, principalmente sobre o Marco, até que seria tudo narrado no ponto de vista dele. Adorei a ideia, veio a inspiração, comecei a escrever, e aí... Me deu a louca. Um estalo na cabeça de que tinha algo muito errado ali. Porque a Kate também tinha o direito de contar a versão dela. E por fim, a versão de cinco capítulo, acabou se tornando algo gigantesco. Não é mais um conto. A versão original que vai ser lançada em breve com o ponto de vista dos dois tem mais de cem páginas e mais de vinte capítulos. E foi incrível escrevê-lo. Estou super ansiosa, nervosa e morrendo de medo. Espero que vocês gostem, porque cada palavra foi escrita com muito amor.

Você já se acostumou com o assedio das leitoras? Qual foi o comentário mais engraçado que já recebeu? Já se acostumou com as ameaças também rsrs?
Helena Stein: Estou escondida no interior de SP para não me matarem. kkkkkkkkk... Brincadeira. Não sou muito assediada. Minhas leitoras são muito carinhosas e tranquilas. Elas respeitam muito o meu tempo e entendem como é difícil e trabalhoso escrever um livro. Nunca tive nenhum problema, mas já recebi alguns puxões de orelha, e admito que os mereço. Também sou leitora e sei como é ruim ficar esperando. E tento responder as mensagens o mais rápido que posso. Ando meio sumida da internet porque estou bem focada nos meus romances, então acabo demorando um pouco.
Comentários engraçados aparecem direto, um marcante veio de uma leitora – que hoje é uma grande amiga minha – quando estávamos conversando e ela do nada soltou um “ÉGUAAAAAA” e logo em seguida explicou: “Ai, Lena, desculpa, eu não te xinguei de égua não, mas aqui em Belém isso é uma gíria”. Eu não conseguia parar de rir, e hoje, até uso essa gíria, porque achei sensacional.

Além de Refugio, você tem o livro Doce e Sombrio, qual a principal diferença entre os dois livros?
Imagem- Capista Dri,KK
Helena Stein: Doce e Sombrio é um típico romance suave, tranquilo, que você pega para ler em um final de semana. É sobre uma mocinha plus size que foi colocada no programa de Proteção a Testemunha após presenciar a morte do chefe, e um ex-militar que será o guarda-costas dela, sem ela saber. E os dois são completamente opostos. A Sarah é extremamente alegre, extrovertida e simpática, o Nixon... provavelmente conversar com uma parede seja mais confortável do que ficar ao lado de um cara que tem 2 metros de altura, barbudo, cabelo cumprido que anda em uma moto e que, definitivamente, não faz questão de dizer mais de três palavras: “sim, não, saía”. Já em Refúgio, temos toda uma trama mais complexa. Kate sonhava em ajudar as pessoas, a fazer a diferença no mundo, e isso a leva a tomar decisões erradas que mudam sua vida completamente e a obrigam a forjar a própria morte para proteger a família e o homem que ama, e isso a leva a viver como uma agente fantasma e a mergulhar em um mundo ilegal onde o sexo é o verdadeiro dinheiro interligado a máfia, carteis de drogas e o tráfico humano. Mesmo que envolva muita ação e cenas de luta e tiroteio, as cenas entre o Marco e a Kate acabaram comigo, principalmente a do reencontro.

Duas Mentes Literárias: Qual a sua principal inspiração na hora de escrever? Você segue algum ritual, musica um lugar especial, tem que ser a noite?
Helena Stein: A palavra mágica é: chocolate. Não tem hora certa, o que eu preciso é da comida certa, kkkkkk... Normalmente eu escrevo depois do almoço, que é quando rola a sobremesa. Então, eu paro no final da tarde para ir correr – por passar tantas horas sentadas, fazer exercício é uma questão de saúde mesmo, e minha família tem um grave histórico de problemas cardíacos – e depois volto e continuo escrevendo. 

Duas Mentes Literárias: Em suas obras são bem presentes, temas polêmicos, e para os quais a maioria das pessoas fecham seus olhos, prostituição, trafico de drogas, máfia, trafico de mulheres e outros, como você decidiu explorar esses temas em suas obras? Isso lhe rende horas de pesquisas?
Helena Stein:  Deus amado, e como rende. Eu adoro criar romances que tenham como plano de fundo temas reais. Refúgio é apenas a primeira porta para um tema polêmico, ainda virão mais três volumes que já estou começando a preparar o terreno abordando outros assuntos igualmente fortes. Cada um com um casal diferente.
É algo que me atraí, é algo que me ajuda a entender melhor o mundo em que estamos vivendo e até que nível de crueldade o homem pode chegar para suprir a sua ganancia e seu desejo por poder. Quando estava pesquisando sobre o tráfico humano, teve momentos em que minha mente simplesmente não conseguia absorver que aquilo era um fato da realidade. E é interessante que quando as pessoas me perguntam sobre isso, é muito comum usarem o termo “tráfico de mulheres”, mas o correto é “tráfico humano” porque garotos também fazem parte desse meio, e me refiro a crianças; seis, sete anos de idade. A pornografia é uma das industrias que mais geram dinheiro no mundo, e a pornografia infantil está inclusa nisso, sejam meninas ou meninos. Em Doce e Sombrio, Nixon vai precisar proteger a protagonista do MS-13 (Mara Salvatrucha), uma das gangues mais perigosas do mundo e que possui laços com cartéis de drogas mexicanos.    


Duas Mentes Literárias: Você iniciou postando suas histórias no wattpad, o que você acha da plataforma? E como foi migrar do wattpad para a editora PL?
Helena Stein: Wattpad foi um achado, na verdade. Literalmente. Eu faço parte de alguns grupos no facebook, e as meninas comentavam sobre os romances que estavam lendo nessa plataforma. Acabei me interessando, fui dar uma xeretada e pronto. Aí as coisas começaram a acontecer... Migrar do wattpad para uma editora em um curto espaço de tempo foi meio que: “nossa, isso está mesmo acontecendo? Alguém pode me dar um tapa aqui?”. A PL definitivamente foi incrível em me estender a mão e me dar essa oportunidade, toda a equipe é maravilhosa, e eu sempre serei grata a elas e as minhas leitoras que foram o principal degrau para me levarem até lá. 

Duas Mentes Literárias: Seus enredos são dignos de filmes, como você dosa o drama, o romance, o suspense e a comedia, afinal Sam é um personagem que rende boas risadas.
Helena Stein: A mente de um autor é uma caixinhinha de surpresas. Nós temos uma noção do que queremos, mas os personagens podem acabar nos levando para uma direção completamente diferente e nos surpreendendo também. Eu queria escrever um romance, mas não algo essencialmente dark, obscuro e forte, porque sou uma pessoa bastante romântica, vocês vão ver isso se lerem Borboleta, então precisei arranjar um jeito de criar um modo de que Refúgio não ficasse focado apenas na dor, na humilhação. Eu queria momentos em que o retorno da Kate trouxesse a alegria do recomeçar de uma família e de um amor, porque tanto ela quanto Marco mudaram no tempo em que ela ficou longe. Eles não são mais aquele casal que se apaixonou na infância. E Samuel chegou como um meio para tirar o clima pesado das coisas. Eu tenho um manuscrito de cada capítulo para não me perder na trama, não o sigo à risca, mas é apenas uma forma para que as coisas não fujam completamente do meu controle e eu consiga finalizar o romance de uma forma sem deixar pontas soltas. Samuel vem sendo o personagem preferido de muitas leitoras minhas. Pelo visto, os destruidores de corações que nunca se apaixonam sempre serão os mais visados, kkkkkk... Eu ainda fico com o meu Salvatore, o Pai da máfia.

A série que envolve Refúgio, contará com os livros dos irmãos da personagem principal Kate, você pode nós contar um pouco sobre eles?
Helena Stein: Refúgio é uma série de quatro volumes. Cada um pode ser lido de forma independente, porque contará a história de um casal diferente. O próximo será do Wade, seguido pelo romance do Samuel, e tudo será encerrado com o romance do Luigi (braço direito do chefão da máfia italiana).

Quais são seus futuros projetos, pode contar um pouco sobre eles?
Helena Stein: Se tudo der certo, para 2016 tenho planos para 3, 4 romances. O lançamento de Borboleta está no forno, Refúgio deve sair ainda no primeiro semestre também pela editora PL, e também quero lançar a versão oficial de Doce e Sombrio em formato de ebook na Amazon como independe. Para o segundo semestre, quero lançar, também na Amazon, um novo romance que está martelando na minha cabeça desde a metade do ano passado que, por agora, só posso dizer que envolve um rei, e iniciar o romance do Wade. 

Obrigado pela entrevista Helena, estamos ansiosas para ler Um refúgio no paraíso e todas as suas obras.

Helena Stein: Eu que agradeço meninas. Foi uma delícia responder as perguntas de vocês, e obrigada pelo carinho. Um beijo enorme, e um feliz 2016! 


E aí ansiosos pelos livros da Helena? Ficou curioso? Então, entrem nos links abaixo e fiquem por dentro de todas as novidades da autora. 

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